quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

POR UMA CAMPO GRANDE LIMPA


POR UMA CAMPO GRANDE MAIS LIMPA

Será que realmente interessa a alguém saber o que a modelo Ana Hickman recomenda, com relação à melhor opção de ensino superior, para os jovens, em nosso Estado? Se o assunto fosse moda, talvez. Bem sabemos que, as propagandas testemunhais ainda têm sua eficácia, principalmente em lugarejos em que a opinião de alguém famoso, proporciona certa credibilidade. Mas, será que, em Campo Grande, essa mensagem, confere realmente apoio a imagem institucional propagada? Essa é uma pesquisa que vale a pena conferir: a eficácia da mensagem veiculada por outdoors, em meio à poluição visual urbana.
Quem consegue ver e assimilar o que, em meio ao caos midiático em que estamos mergulhados? Excesso de estímulos causa ruídos na comunicação. Muito ruído leva ao desestímulo, à alienação, à indiferença.
Será que as mensagens natalinas, com exposições de figuras públicas, alcançaram seus destinatários, favoravelmente? Quem terá gostado de se deparar com o rosto policromado do seu vereador ou deputado exposto pelos “cartões de Natal” afixados nos outdoor da cidade? Eu não!
Será que os políticos que assim se expuseram acreditam mesmo que seu eleitorado ficou satisfeito? Saberia seus eleitores o custo médio de tal mídia? Quem a custeou, os cofres públicos, ou as contas bancárias particulares? Teriam sido cortesia, a troco de quê? O que se fez das velhas mídias interpessoais, diretas e eficientes? Uma veiculação mediada por outdoor não custa menos de mil reais (com policromia fica mais cara). Seria politicamente correta, num mundo em crise, em face ao desemprego, a escassez, onerar o poder público com tal custeio? Quem deu a ideia de tal divulgação? Onde estão os assessores, meu Deus, que assessoraram tais decisões?!
Em Campo Grande, o spam urbano, tornou-se um caso muito sério e renitente. Perdeu-se qualquer senso de oportunidade, responsabilidade e, mesmo, adequabilidade midiática ao público e à mensagem. Tudo está escancaradamente exposto há todo o tempo, por este meio. Shows, matrículas em escolas, datas dos vestibulares - de verão, de outono, de inverno – todo tipo de produtos, festas religiosas, leilões, mensagens bíblicas, rostos de políticos. Não há qualquer limite, seja ele mediado por pressupostos éticos ou estéticos.
Campo Grande transformou-se, sem dúvida, em uma das cidades, visualmente, mais poluídas do país. E, se os políticos, a quem caberia atentar para a questão, se rendem a tal recurso, apelar pra quem?! Há de haver um meio de o clamor público alcançar algum resultado. Que tal uma ação popular, intermediada pela OAB/MS? Quem sabe não imitamos São Paulo – que já promulgou a Lei Cidade Limpa e eliminou os outdoors e restringiu a propaganda das fachadas? Quem sabe nossos atuais legisladores e mandatários não veem e regularizam a questão, e entram para a história. Desde já, aqui, lanço como minha, a primeira assinatura de um abaixo-assinado, “POR UMA CAMPO GRANDE MAIS LIMPA”. Vem comigo.


Publicado no jornal Correio do Estado, 12.01.09


3 comentários:

Fabi Guaranho disse...

Você tem toda razão, mas o mais engraçado, foi que depois de ler seu artigo entrei no anúncio acima do mesmo que dizia "Pós-Graduação em MS" e dei de cara com a Ana Hickman no site da Uniderp.
Muito pertinente...
bjinhos Nana

Marcos Vieira Lopes disse...

Oi Marri
Estou entrando na turma de blogueiros.
Me visite lá
Bjs

Fabiana Guaranho disse...

Se vc é Amigo do Rio entre nesta campanha, AMIGOS DO RIO.
Copie e cole do meu blog.
Sem fins lucrativos, somente para aumentar a corrente pelo RIo.
Obrigada
Entrai mãe