quarta-feira, 7 de junho de 2017

Faca nas costas


Sangue nos olhos. Ódio. Revide.
O que significa isso? Escolas com Partido (aparelhadas e partidarizadas); Escolas sem Partido (com a proposta infame de produzirem um ambiente escolar anódino), professores despreparados, diretores indicados politicamente, políticos e governantes omissos e ausentes, o que está acontecendo em nosso entorno, nossa realidade local, cujos fatos lhes dizem respeito? Fracassamos?  Por quê?
O professor esfaqueado; o professor agredido; o professor desrespeitado são uma mesma persona que a tevê nos traz, daqui e dali... O Brasil analfabeto, o Brasil violento e violentado (só perde pra Venezuela!) é esse mesmo: sofrido, saqueado, doente, combalido, ensanguentado, ao qual devemos prestar socorro e atender urgentemente, em uma Unidade de Terapia Intensiva! E sem ser romântica, idiota, ou insana: de forma patriótica e civilizadamente.
O Brasil, seus governantes, seus políticos, na fatídica quadra em que vivemos, espelham uma realidade assustadora, explicitadas pelos costumes que agregamos cotidianamente - como uma vacina poderosíssima – amalgamando e gangrenando nossa Cultura. Obviamente que a arrastada crise moral a que estamos subjugado, vitimados igualmente por iguais - que não vieram de Marte, e, que (muito desinformados e alienados) elegemos - tem-nos feito muito mal. Estamos febris, indignados, sofridos e desesperançados... quase à deriva.
O professor esfaqueado, em uma cidade do interior do Estado de MS, tentava - brandamente, - inibir o consumo de drogas, dentro, do campus escolar. O menor que se destacou do grupo, e que o seguiu, tem apenas 16 anos. O que é um menor dessa idade, em nossas casas? Estudam? Preparam-se para o Enem? Vão ao dentista... ao médico? Têm refeições regulares? Chegam à escola de carro? Vão ao cinema? Vêem tevê?  Têm amigos saudáveis e bem nascidos como os nossos? Talvez. Talvez, alguns dos nossos - nesse país indianamente de castas - com toda essa disponibilidade, cheguem à infração e ao crime. Muitos, não. Prosseguirão sua preciosa e pródiga vida.
Em conformidade com o psicoterapeuta, filósofo, pedagogo e teólogo, Bert Hellinger, criador da Terapia das Constelações Familiares, todos nos subjugamos a uma Ordem Sistêmica, cuja abordagem fundamenta-se em três princípios que, segundo ele, não apenas regem todos os relacionamentos, como a própria vida. Essas três leis precisam ser reconhecidas, respeitadas e vivenciadas, quer a reconheçamos, ou, não. Elas são.  Primeiro, todos temos a necessidade de pertencer a um lugar; “pertencer” a um sistema, a um contexto que nos é circunscrito. Segundo, ao pertencermos, precisamos reconhecer e obedecer a uma ordem, uma hierarquia dentro do sistema, aonde os primeiros, os mais velhos, os ancestrais, precisam ser reconhecidos, respeitados e reverenciados. Por fim, temos a necessidade do equilíbrio, entre o bom dar e o bom receber. Para o estudioso alemão - com inúmeras obras publicadas e de reconhecimento mundial - ao pautarmos nossos vínculos e relacionamentos a essa Ordem, estaremos em consonância com as Leis da Vida, curando-nos e ajudando a curar nossa própria sociedade.
Com certeza, o sistema familiar-educacional do agressor seja, ou esteja totalmente esfacelado. Com certeza, o agredido que quase perdeu sua vida, em sua abordagem de policial, denote a perturbação da ordem que nos solapa: em casa, nas ruas, nas instituições. Porém, experimentamos no útero materno a doação da vida que nos dota para a plenitude, a prodigalidade e o êxito. Voltar nossas atenções para o doente e as doenças que nos tornam personagens: perpetradores e vítimas, precisa ser nossa preocupação e missão nesse ambiente caótico a que estamos nos acostumando a viver. Com a faca nas costas, olhos vermelhos, doentes e claudicantes, precisamos tirar o país da UTI. Façamos a nossa parte, em nosso lugar de pertencimento no mundo, segundo as Leis de Hellinger que, pelo menos, nos indicam um caminho a seguir: pertencimento, hierarquia e equilíbrio.


Em 07/06/2017
 Maria Angela Coelho Mirault
Professora, doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo

http://mamirault.blogspot.com.br/
Publicação no jornal Correio do Estado, 9/06/2017

Faca nas costas


Sangue nos olhos. Ódio. Revide.
O que significa isso? Escolas com Partido (aparelhadas e partidarizadas); Escolas sem Partido (com a proposta infame de produzirem um ambiente escolar anódino), professores despreparados, diretores indicados politicamente, políticos e governantes omissos e ausentes, o que está acontecendo em nosso entorno, nossa realidade local, cujos fatos lhes dizem respeito? Fracassamos?  Por quê?
O professor esfaqueado; o professor agredido; o professor desrespeitado são uma mesma persona que a tevê nos traz, daqui e dali... O Brasil analfabeto, o Brasil violento e violentado (só perde pra Venezuela!) é esse mesmo: sofrido, saqueado, doente, combalido, ensanguentado, ao qual devemos prestar socorro e atender urgentemente, em uma Unidade de Terapia Intensiva! E sem ser romântica, idiota, ou insana: de forma patriótica e civilizadamente.
O Brasil, seus governantes, seus políticos, na fatídica quadra em que vivemos, espelham uma realidade assustadora, explicitadas pelos costumes que agregamos cotidianamente - como uma vacina poderosíssima – amalgamando e gangrenando nossa Cultura. Obviamente que a arrastada crise moral a que estamos subjugado, vitimados igualmente por iguais - que não vieram de Marte, e, que (muito desinformados e alienados) elegemos - tem-nos feito muito mal. Estamos febris, indignados, sofridos e desesperançados... quase à deriva.
O professor esfaqueado, em uma cidade do interior do Estado de MS, tentava - brandamente, - inibir o consumo de drogas, dentro, do campus escolar. O menor que se destacou do grupo, e que o seguiu, tem apenas 16 anos. O que é um menor dessa idade, em nossas casas? Estudam? Preparam-se para o Enem? Vão ao dentista... ao médico? Têm refeições regulares? Chegam à escola de carro? Vão ao cinema? Vêem tevê? Vão ao cinema? Têm amigos saudáveis e bem nascidos como os nossos? Talvez. Talvez, alguns dos nossos - nesse país indianamente de castas - com toda essa disponibilidade, cheguem à infração e ao crime. Muitos, não. Prosseguirão sua preciosa e pródiga vida.
Em conformidade com o psicoterapeuta, filósofo, pedagogo e teólogo, Bert Hellinger, criador da Terapia das Constelações Familiares, todos nos subjugamos a uma Ordem Sistêmica, cuja abordagem fundamenta-se em três princípios que, segundo ele, não apenas regem todos os relacionamentos, como a própria vida. Essas três leis precisam ser reconhecidas, respeitadas e vivenciadas, quer a reconheçamos, ou, não. Elas são.  Primeiro, todos temos a necessidade de pertencer a um lugar; “pertencer” a um sistema, a um contexto que nos é circunscrito. Segundo, ao pertencermos, precisamos reconhecer e obedecer a uma ordem, uma hierarquia dentro do sistema, aonde os primeiros, os mais velhos, os ancestrais, precisam ser reconhecidos, respeitados e reverenciados. Por fim, temos a necessidade do equilíbrio, entre o bom dar e o bom receber. Para o estudioso alemão - com inúmeras obras publicadas e de reconhecimento mundial - ao pautarmos nossos vínculos e relacionamentos a essa Ordem, estaremos em consonância com as Leis da Vida, curando-nos e ajudando a curar nossa própria sociedade.
Com certeza, o sistema familiar-educacional do agressor seja, ou esteja totalmente esfacelado. Com certeza, o agredido que quase perdeu sua vida, em sua abordagem de policial, denote a perturbação da ordem que nos solapa: em casa, nas ruas, nas instituições. Porém, experimentamos no útero materno a doação da vida que nos dota para a plenitude, a prodigalidade e o êxito. Voltar nossas atenções para o doente e as doenças que nos tornam personagens: perpetradores e vítimas, precisa ser nossa preocupação e missão nesse ambiente caótico a que estamos nos acostumando a viver. Com a faca nas costas, olhos vermelhos, doentes e claudicantes, precisamos tirar o país da UTI. Façamos a nossa parte, em nosso lugar de pertencimento no mundo, segundo as Leis de Hellinger que, pelo menos, nos indicam um caminho a seguir: pertencimento, hierarquia e equilíbrio.

Maria Angela Coelho Mirault
Professora, doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo

http://mamirault.blogspot.com.br/

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

DE ONDE VEM A CORRUPÇÃO NA OMEP/MS

          
            A OMEP- Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar – é uma organização movida pelo trabalho voluntariado. Ponto. Já há alguns anos, a Omep/MS deixou de o ser. O caminho da derrocada iniciou-se, na gestão Serrano, durante a qual, o, então, prefeito municipal Juvêncio César da Fonseca - a pedido da então presidente - promoveu a absurda cedência - com honorários pagos pela Prefeitura - de dezenas de “voluntárias”, deslocadas das direções de escolas municipais, pós “reinado” de Levy Dias. Nesse momento, o pilar do voluntariado já fora vilipendiado. Nessa época, a fundadora da instituição, seguida por alguns membros integrantes da diretoria,  afastaram-se da entidade, que, já, àquela época, iniciava o caminho para a derrocada que vimos, hoje, estampada nas páginas policiais de jornais e redes sociais.

Mas, adiante, a OMEP/MS, atendendo ao conselho do então presidente da OMEP/Brasil, Pedro Demo – eterno consultor pago pelos cofres municipais, e, nessa gestão, pelos cofres do Estado - durante a gestão da atual Secretária de Estado da Educação, passou - a título de auferir recursos próprios - a oferecer cursos de capacitação, ampliados por reivindicações e recebimentos de verbas públicas, sob a capa de convênios com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, a partir da gestão André Puccinelli, seguida por Nelsinho Trad.  Além da promoção de encontros e congressos – até internacionais - que nunca foram auditados, flagrados, denunciados pelo seu Conselho Fiscal, muitos recursos entraram - sob a fachada de Organização sem fins lucrativos - e, fez com que seu “crescimento  assombroso” ,e, a corrupção, agora, desvendada, andassem de mãos sujas, e, dadas, levadas mundo a fora, como experiência de sucesso.

Tais gestões fraudulentas e corruptas deveram-se, sem dúvida, em continuidade a sucessivas reeleições da atual presidente encarcerada. Implantaram-se gestões parcimoniosas e escolhidas a dedo, politicamente, dando  estofo e cobertura necessários ao status quo vigente.  A atual presidente da OME/MS e seu genro, encarcerados, eram verdadeiros donos desse patrimônio e desse latifúndio. Muita grana entrou nessa organização, envergonhando a todos cujo ideário primeiro conjugava-se com o da Professora Laura Jacobina (RJ), fundadora da OMEP/BR, de quem a primeira presidente e sua fundadora recebera autorização para a abertura da OMEP, em Campo Grande – naquela época, ainda, unificada à Cuiabá.

Que os que estão chamados a responderem pelos crimes praticados na OMEP/MS não paguem parcialmente pelo que fizeram, sob estrito apoio de gente de gabarito muito mais alto do que o deles. Que a investigação siga e chegue realmente a quem gestionava, politicamente, a instituição. Sem panos quentes; dando a César o que é de César.

Creio na Justiça que tarda, mas não falha. Chega de espertos e corruptos sob o manto da seriedade! Que os culpabilizados, de agora, prestem seus esclarecimentos à Justiça e conduzam os promotores do MP aonde devem, e, precisam, chegar. Auditoria, já. Destituição de toda a diretoria conivente com os crimes praticados. Intervenção!

Não nos calemos, muitos de nós, que, de fora, víamos a olhos nus, os conchavos, acordos, e, práticas abusivas perpetrados por toda uma verdadeira quadrilha que, um dia, reuniu inúmeros educadores confiantes nesse prestígio nacional e internacional da OMEP.

Profundamente, envergonhados pelos destinos de uma instituição que nasceu, sob o princípio do voluntariado e o intuito de oferecer atendimento à criança pequena, o que se deseja, agora, é, que tudo esteja muito bem esclarecido. Precisamos salvar a instituição, doa a quem doer. Mas, da forma como deve ser. Que Marquinhos Trad não entre nessa roubada e fundamente-se.

Com a palavra as gestões de André Pucinelli e de Nelson Trad Filho, em cujo período, exercia a Secretaria Municipal de Educação, a atual Secretária de Estado de Educação, ex-presidente da OMEP, em cujo mandato, iniciaram-se os convênios e as capacitações. Com a palavra, além dos investigados, Vital Didonet, da Omep/Brasil e o TCE. Por fim, “delação premiada”, urgente.


Maria Angela Coelho
Professora doutora pela PUC de São Paulo

Integrante da Diretoria OMEP/MS (1984/86)

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Não, ao seu “Ninguém”

            
            A hora é de decisão. Hora de Ação!
            Elegemos 31% de vereadores sem qualquer graduação: um com ensino fundamental; cinco com ensino médio; alguns com problemas sérios na justiça (talvez todos graduados, porém). Talvez esteja se evidenciando com muita clareza o tamanho da ignorância (daquele que ignora) em relação à análise dos graves fatos que nós, a sociedade, enfrentamos. Somos conectados; temos smartphones, ipedes, tecnologia de ponta que desnuda o cotidiano e só falta falar por si própria. Mas, a ignorância faz com que ainda se utilizem na propaganda política eleitoral recursos e ferramentas da década de 70, 80 – se é que não podemos nos referir à época de Josepf Goebbels. É de matar, de raiva e de rir. A “adesivagem” de carros nas ruas, por exemplo, é um grande desperdício de recursos. Bobos nem nada, muito poucos se deixaram rotular, expondo-se por essa mídia do século passado. Ainda bem que as camisetas, as dezenas de bandeiras e bandeirolas, os outdoors, os muros coberto com cartazes e caras esquisitas, as comilanças foram impedidos de emporcalhar nosso ato cívico de votar. Devagar, quase parando, “com passo de formiga e sem vontade”,vamos melhorando! Novíssimo tempo.
            Embora tenha gostado de ver a cidade limpa desses entulhos, estou perplexa com a “qualidade” de alguns dos edis eleitos. Como conseguiram, me pergunto. Preocupada com a frieza desse primeiro e segundo turnos com relação à campanha e aos candidatos; um dos quais - queiram, ou não, as abstenções – terá o poder da caneta e irá influir diretamente em nossa vida, por 4 longos anos. É bem verdade que os selecionados oponentes dizem menos do que falam. Leem textos produzidos por outros neurônios que não os seus. Muitas vezes, escritos com bílis e sangue. A Corte do Parque das Primaveras perdeu-se num emaranhado de má-abordagem, péssimo marketing e muito mimimi. Aquele jeito coronelista de se fazer política, envolvendo funcionários “leais” já era! Cabrestear pessoas está difícil; só os servis se obrigam a prostituir-se nessas campanhas políticas sem verdade; inodoras e insossas.
            Não é preciso que sejamos demógrafos, geógrafos, sociólogos, economistas para constatarmos que nossa cidade está à beira de um colapso. Vista como entreposto comercial, ainda, nos parece que para cá, qualquer coisa serve; tudo pode ser mais ou menos; remendado: “o que for possível” será suficiente. Só que não. Mas, os Programas prometem a maquiagem em tudo que o Orçamento, já votado (?), permitir. Ou seja, Orçamento comprometido: a promessa é  n-a-d-a!
            De todo modo, não é hora de lamúria nem pieguismo para tenta laçar um pobre de um eleitor indeciso. Urge que os marqueteiros e assessores usem da capacidade assertiva. Quem sabe, da inteligência emocional de um e de outro, nessa batalha. A comparação de um pobrismo, que não mais existe (portanto, falso), com a boa sorte do moço de família e bem situada na sociedade é, absolutamente, ineficaz. O que importa mesmo aos eleitores é a resolução da situação caótica que vive Campo Grande: na Saúde, na Educação, no Trânsito, no Comércio, na Segurança, na vida da gente ...
            Embora a eleição seja logo amanhã e não dê mais pra reverter certos rumos, o cenário político já está apontando o vencedor, pelas grandes e gordas adesões já expressas. Tudo leva a crer - parece que - a eleição já terminou mesmo. Tais a evidência de qual Partido acertou mais na indicação do seu candidato. Ambos já se deram conta disso e, agora, só cumprem tabela, até dia 30.
            Depois da lástima das reeleições de algumas figuras grotescas na vereança, outros novos representantes, os quais terão como tarefa elaborar nossas Leis (lembremo-nos da lei das carroças e a tentativa de uma escola sem partido, na gestão passada), o certo é que domingo (30) já dormiremos com o Maktube.  Ou com a pouco provável vitória da mão-grande dos coronéis, desviados de Bela Vista e Maracaju, preparando o caminho para mais um naco de poder (2018)... Ou, com a possibilidade de mais um dos Trad (evidentemente, aliançado com todos que querem pular no barco, agora), com história e carreira política – para o bem e para o mal – tendo de dar conta do caos em que mergulhamos, após os vendilhões do templo ungirem a dinastia Olarte (e alguns de seus comparsas reeleitos na Câmara, e, nas beiradas, esperando uma boquinha). Simples assim.
            Nós estaremos esperando o café da manhã do dia seguinte. Já escolhi por decisão e eliminação do que não quero para Campo Grande. Não adianta ganhar as eleições, “Seu Ninguém” não poderá governar. Dessa vez, moçada, não temos nem o direito de anular o voto. De uma ou de outra forma, Campo Grande fará por merecer. Ajamos, pois. Cobremos, depois.


Maria Angela Coelho – Professora Doutora pela PUC de São Paulo e integrante do Movimento Por uma Cidade Democrática

terça-feira, 30 de agosto de 2016

“Deu pra ti...


            ... baixo astral, vou pra Porto Alegre. Tchau!” cantarolou o pastor-cantor-senador, ao final de sua indicação de voto pelo impeachment, nesse penúltimo dia do incomensurável mês de agosto, que, finalmente, acaba, justamente, agora, despachando Dilma, a ré, para os confins. Senhoras e senhores ocupantes do primeiro, segundo e décimo escalão arrumem suas gavetas; acabou!  Sua Excelência Dilma foi demitida, para o gáudio e o bem do País! Que venha a Primavera! Que venha o Natal! Viramos a malfadada página; o Brasil é outro, pelo menos, nós, com certeza, muito melhores sem o mando e os grilhões ideológicos que nos impuseram e que contaminaram todas as instituições públicas, (ongs) e privadas. Obviamente,  muitos neurônios se arrastarão na trilha da destruição, mas, eles, também se aquietarão, na letargia do tempo. Encontrar-nos-emos nas eleições de 2018, quando conferiremos a força dos asseclas que tentarão manter a chama, por intermédio da voz das urnas das eleições presidenciais, e, um pouco de baderna pelas ruas.
            “Tchau, querida” pré-anunciou o granpeado interlocutor, há alguns meses. É o fim de uma era! O fim de um império! Fim de um domínio; de uma mentira. Chega! Seu nome, ex-celência, ficará nas prateleiras dos livros de história, apenas, marcado como a primeira presidenta a enfrentar uma janaína-virada-de-frente e que, como bem disse, em seu libelo final, não poderia poupá-la só por questão de gênero, por ser mulher. Foi patética sua apresentação (hem?), ex-celência? Seu desempenho só virou piada nas redes sociais: do modelito-sofá, aos estapafúrdios e desconexos raciocínios.  "Se Dilma fosse CEO de uma empresa e fizesse um discurso desconexo ela iria para o departamento médico",  já afirmara o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, em 2015, no site da tveja, entrevistado por Joice Hasselmann. Não foi ao departamento médico, preferiu pagar mico no Senado. Expôs sua lógica deficiente, seu desequilíbrio mental e emocional, durante as 14 horas em que durou a sessão. Do balcão dos convidados, pelo semblante abobalhado de um Lula, arrasado, podia-se deduzir: ”como é que eu pude?...” Saiu cedo, toalha no chão... Chico - o parisiense - sequer tirou os óculos, pra esconder os olhos vermelhos de chororô, da cachaça, ou...de coisa mais forte. Cumpriu tabela. Tabela de idiota, do mito-de-pés-de-barro, com o bilhete para Paris já no bolso, certamente.
Na refrega da rinha lá embaixo, as “galinhas-de-briga incontidas” contidas pelo protocolo imposto pelo surpreendente Lewandovski - assessorado pela bela assistente judiciária - que deu uma guinada histórica, não se permitindo enxovalhar sua honra, enquanto, Renan-reinando-soberano - depois do ataque frontal da sessão anterior - a tudo assistindo com o sorrisinho de paisagem estampado em seu enigmático (e, até assustador) semblante. Estávamos no reino da Cuca! Assistíamos a um espetáculo circense: do púlpito, a senadora petista reclamava da Globo porque estava ensinando como fazer ovo cozido naquele horário (que desrespeito!). Nós, dazelite, pela tevê de assinatura... an passant, o dia todo assistindo a tudo.
“Amanhã vai ser outro dia”, “Deu pra ti, baixo astral...Tchau, querida!” Finalmente, Dilma está FORA! Conseguimos! Sigamos, então. Vejamos - e enfrentemos - o que vem por aí, com Temer e Meirelles... Depois dessa longa agonia, a gente aguenta.


Maria Angela Coelho

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Hora de arrumar a Casa



            Acabou a festa. O Rio de Janeiro brilhou; o Brasil nas graças e nos olhos do mundo – não somos tão ruins assim (gente boa!). Deu tudo (mais ou menos) certo. Os gringos já embarcaram, para seus dias cinzentos – ou, não - e, de certo modo, sua vida boa (só os forrados nos euros e nos dólares vieram).  Viram com os olhos que a terra há de comer o estilo carioca de viver;  um resistente, confiante e imbatível na alegria, apesar dos pesares. As comunidades desceram e se misturaram no Parque, no Boulevard, no Maraca, nas arenas de Copacabana! Os terroristas não vieram, os traficantes, as ordens expressas dos presídios, pegaram leve e deram trégua, tanto, que quem foram pegos mesmo foram os gringos; pegos na mentira, no caô, em rede internacional; incrível bola dentro de nossa inteligência policial.  Orgulho de ser carioca e de ser brasileiro, apesar do dia a dia. Ganhamos a medalha olímpica do bom humor, da graça, do jeitinho carioca de ser feliz. Nesses 16 dias que nos contaminaram de todo o jeito, tudo no mundo continuou igual e sob as mesmas tragédias. A paz oficial e mentirosa perde, a cada barco afundado no mediterrâneo, a cada bombardeio e o olhar perplexo de uma criança, para cada ato de violência de homem contra homem; gente contra gente ... civis contra civis, imigrantes de todo lado. E, a guerra mundial“não declarada”, mas, imperiosa desse século, continua violentamente dizimando a Humanidade dos Homens de Bem.
            Aqui, gente de toda sorte se lança às campanhas, procurando formas novas de se venderam aos nossos olhos mais atentos! Quiçá! De olhos e atenção para o Senado, a hora de “fechar o caixão, como lacrou Malta, em pleno Senado da República, chegou - quer queira a OEA (imagina!) ou, não! A usurpadora, a golpista, a conivente, a incompetente há de desocupar a moita, o Alvorada e todas as suas benesses; de volta pro Rio Grande, chê. Chore, esperneie, grite via satélite, pelos múltiplos canais, chegando em nossas casas; procure a Corte de Haia, o Nicolas Maduro, Evo Morales, Raul e o moribundo Fidel Castro, invoque a assombração do Chaves, Cristina Kirchner, o raio que a parta, mesmo, assim, cairá, do seu topete e da sua arrogância. Corrupta? Sim! Cúmplice? Sim! Conivente? Sim! Laranja? Sim! Laranja de sua caricata e estapafúrdia indicação, bem como, de sua própria eleição. Dilma foi laranja de Lula, cumpliciou-se a Temer e ao casamento pró-governabilidade do PT –PMDB com vistas ao retorno de jedi, em 2018, para mais 4 anos de Poder.
            Temer não é esperança pra seu ninguém. Temer é consequência dos acordos políticos de bastidores a que Lula vendeu lá atrás, para conquistar o coração do ignorante, do analfabeto, do despreparado povo brasileiro que, logo, rendeu-se às bolsas e deixou-se levar pelo discurso empolgado e empolgante do-sem-estudo, sem-caráter, sem-princípios. Lula sempre foi um pelego, que sabe falar, empolgar a plateia, esteja bêbado, ou não. Iludiu a todos, ganhou notoriedade, títulos mundo a fora. Foi uma farsa. Faliu como Napoleão. Faliu a Nação. Agora que está acabado; um simples arremedo do que já foi (e, nós mais espertos) tentará juntar os cacos para retornar a vida pública, em 2018, apesar de Sérgio Moro ter em posse todo o seu dossiê. Será?!
Semana do bota-fora da usurpadora, com a decretação formal do fim do PT. É pouco! A devolução dos valores provenientes do enriquecimento ilícito do "do filho do Brasil" é uma obrigação legal (cobertura, sítio e bens surrupiados do palácio, além, é claro, dos milhões que enriqueceram o cuidador de elefantes, seus outros filhos; seus parentes, amantes, família e amigos); sua prisão como mandante de crimes hediondos (Celso Daniel e outros), idem. Sem isso, será apenas um estupro do povo, sem punição.    Aguardemos o nhenhenhem no Senado. E, que seu pranto tardio e fingido não toque a nenhum banana indeciso. FORA DILMA! PRISÃO IMEDIATA DE LULA é o que, os que não estamos entorpecidos por suas balelas, esperamos para "essa" Olímpiada do povo que vê! Que os militontos, os abduzidos, os lobotomizados calem-se para sempre. Vai piorar com Temer? Vai! Mas, ele é sucessor, não mero traidor e golpista. O TEMER É HERANÇA MALDITA DO PT. Depois de setembro, ainda teremos muito mais do que nos arrepende. E razões para lutar.
            Depois do Impedimento da presidANTA, que venham as malfadadas eleições municipais. Tempo curto de campanha, mais vigilância, menos caixa 2, menos safadeza, porém... se o que diz um certo jornalista da mídia nacional, “... dos quase 170 mil candidatos a prefeito e vereador, nas eleições de outubro, 45% (77 mil) não têm nem o Ensino Médio completo. Um punhado é analfabeto e 46 são menores de idade." (Cláudio Humberto) - tudo isso sob a má  influência de Lula, credito – estamos fritos. Dentre esses, os oportunistas, os sem estudo, os com estudo, e, ainda, sem caráter; os da boquinha nervosa...Vai ser duro arrumar esse Brasil. Caminhemos, estamos apenas começando, a partir do Fora Dilma, é claro!


Maria Angela Coelho – Professora doutora e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo – http:mamirault.blogpot.com
Publicado no jornal Correio do Estado, 29/08/2016