quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

DE ONDE VEM A CORRUPÇÃO NA OMEP/MS

          
            A OMEP- Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar – é uma organização movida pelo trabalho voluntariado. Ponto. Já há alguns anos, a Omep/MS deixou de o ser. O caminho da derrocada iniciou-se, na gestão Serrano, durante a qual, o, então, prefeito municipal Juvêncio César da Fonseca - a pedido da então presidente - promoveu a absurda cedência - com honorários pagos pela Prefeitura - de dezenas de “voluntárias”, deslocadas das direções de escolas municipais, pós “reinado” de Levy Dias. Nesse momento, o pilar do voluntariado já fora vilipendiado. Nessa época, a fundadora da instituição, seguida por alguns membros integrantes da diretoria,  afastaram-se da entidade, que, já, àquela época, iniciava o caminho para a derrocada que vimos, hoje, estampada nas páginas policiais de jornais e redes sociais.

Mas, adiante, a OMEP/MS, atendendo ao conselho do então presidente da OMEP/Brasil, Pedro Demo – eterno consultor pago pelos cofres municipais, e, nessa gestão, pelos cofres do Estado - durante a gestão da atual Secretária de Estado da Educação, passou - a título de auferir recursos próprios - a oferecer cursos de capacitação, ampliados por reivindicações e recebimentos de verbas públicas, sob a capa de convênios com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, a partir da gestão André Puccinelli, seguida por Nelsinho Trad.  Além da promoção de encontros e congressos – até internacionais - que nunca foram auditados, flagrados, denunciados pelo seu Conselho Fiscal, muitos recursos entraram - sob a fachada de Organização sem fins lucrativos - e, fez com que seu “crescimento  assombroso” ,e, a corrupção, agora, desvendada, andassem de mãos sujas, e, dadas, levadas mundo a fora, como experiência de sucesso.

Tais gestões fraudulentas e corruptas deveram-se, sem dúvida, em continuidade a sucessivas reeleições da atual presidente encarcerada. Implantaram-se gestões parcimoniosas e escolhidas a dedo, politicamente, dando  estofo e cobertura necessários ao status quo vigente.  A atual presidente da OME/MS e seu genro, encarcerados, eram verdadeiros donos desse patrimônio e desse latifúndio. Muita grana entrou nessa organização, envergonhando a todos cujo ideário primeiro conjugava-se com o da Professora Laura Jacobina (RJ), fundadora da OMEP/BR, de quem a primeira presidente e sua fundadora recebera autorização para a abertura da OMEP, em Campo Grande – naquela época, ainda, unificada à Cuiabá.

Que os que estão chamados a responderem pelos crimes praticados na OMEP/MS não paguem parcialmente pelo que fizeram, sob estrito apoio de gente de gabarito muito mais alto do que o deles. Que a investigação siga e chegue realmente a quem gestionava, politicamente, a instituição. Sem panos quentes; dando a César o que é de César.

Creio na Justiça que tarda, mas não falha. Chega de espertos e corruptos sob o manto da seriedade! Que os culpabilizados, de agora, prestem seus esclarecimentos à Justiça e conduzam os promotores do MP aonde devem, e, precisam, chegar. Auditoria, já. Destituição de toda a diretoria conivente com os crimes praticados. Intervenção!

Não nos calemos, muitos de nós, que, de fora, víamos a olhos nus, os conchavos, acordos, e, práticas abusivas perpetrados por toda uma verdadeira quadrilha que, um dia, reuniu inúmeros educadores confiantes nesse prestígio nacional e internacional da OMEP.

Profundamente, envergonhados pelos destinos de uma instituição que nasceu, sob o princípio do voluntariado e o intuito de oferecer atendimento à criança pequena, o que se deseja, agora, é, que tudo esteja muito bem esclarecido. Precisamos salvar a instituição, doa a quem doer. Mas, da forma como deve ser. Que Marquinhos Trad não entre nessa roubada e fundamente-se.

Com a palavra as gestões de André Pucinelli e de Nelson Trad Filho, em cujo período, exercia a Secretaria Municipal de Educação, a atual Secretária de Estado de Educação, ex-presidente da OMEP, em cujo mandato, iniciaram-se os convênios e as capacitações. Com a palavra, além dos investigados, Vital Didonet, da Omep/Brasil e o TCE. Por fim, “delação premiada”, urgente.


Maria Angela Coelho
Professora doutora pela PUC de São Paulo

Integrante da Diretoria OMEP/MS (1984/86)

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Não, ao seu “Ninguém”

            
            A hora é de decisão. Hora de Ação!
            Elegemos 31% de vereadores sem qualquer graduação: um com ensino fundamental; cinco com ensino médio; alguns com problemas sérios na justiça (talvez todos graduados, porém). Talvez esteja se evidenciando com muita clareza o tamanho da ignorância (daquele que ignora) em relação à análise dos graves fatos que nós, a sociedade, enfrentamos. Somos conectados; temos smartphones, ipedes, tecnologia de ponta que desnuda o cotidiano e só falta falar por si própria. Mas, a ignorância faz com que ainda se utilizem na propaganda política eleitoral recursos e ferramentas da década de 70, 80 – se é que não podemos nos referir à época de Josepf Goebbels. É de matar, de raiva e de rir. A “adesivagem” de carros nas ruas, por exemplo, é um grande desperdício de recursos. Bobos nem nada, muito poucos se deixaram rotular, expondo-se por essa mídia do século passado. Ainda bem que as camisetas, as dezenas de bandeiras e bandeirolas, os outdoors, os muros coberto com cartazes e caras esquisitas, as comilanças foram impedidos de emporcalhar nosso ato cívico de votar. Devagar, quase parando, “com passo de formiga e sem vontade”,vamos melhorando! Novíssimo tempo.
            Embora tenha gostado de ver a cidade limpa desses entulhos, estou perplexa com a “qualidade” de alguns dos edis eleitos. Como conseguiram, me pergunto. Preocupada com a frieza desse primeiro e segundo turnos com relação à campanha e aos candidatos; um dos quais - queiram, ou não, as abstenções – terá o poder da caneta e irá influir diretamente em nossa vida, por 4 longos anos. É bem verdade que os selecionados oponentes dizem menos do que falam. Leem textos produzidos por outros neurônios que não os seus. Muitas vezes, escritos com bílis e sangue. A Corte do Parque das Primaveras perdeu-se num emaranhado de má-abordagem, péssimo marketing e muito mimimi. Aquele jeito coronelista de se fazer política, envolvendo funcionários “leais” já era! Cabrestear pessoas está difícil; só os servis se obrigam a prostituir-se nessas campanhas políticas sem verdade; inodoras e insossas.
            Não é preciso que sejamos demógrafos, geógrafos, sociólogos, economistas para constatarmos que nossa cidade está à beira de um colapso. Vista como entreposto comercial, ainda, nos parece que para cá, qualquer coisa serve; tudo pode ser mais ou menos; remendado: “o que for possível” será suficiente. Só que não. Mas, os Programas prometem a maquiagem em tudo que o Orçamento, já votado (?), permitir. Ou seja, Orçamento comprometido: a promessa é  n-a-d-a!
            De todo modo, não é hora de lamúria nem pieguismo para tenta laçar um pobre de um eleitor indeciso. Urge que os marqueteiros e assessores usem da capacidade assertiva. Quem sabe, da inteligência emocional de um e de outro, nessa batalha. A comparação de um pobrismo, que não mais existe (portanto, falso), com a boa sorte do moço de família e bem situada na sociedade é, absolutamente, ineficaz. O que importa mesmo aos eleitores é a resolução da situação caótica que vive Campo Grande: na Saúde, na Educação, no Trânsito, no Comércio, na Segurança, na vida da gente ...
            Embora a eleição seja logo amanhã e não dê mais pra reverter certos rumos, o cenário político já está apontando o vencedor, pelas grandes e gordas adesões já expressas. Tudo leva a crer - parece que - a eleição já terminou mesmo. Tais a evidência de qual Partido acertou mais na indicação do seu candidato. Ambos já se deram conta disso e, agora, só cumprem tabela, até dia 30.
            Depois da lástima das reeleições de algumas figuras grotescas na vereança, outros novos representantes, os quais terão como tarefa elaborar nossas Leis (lembremo-nos da lei das carroças e a tentativa de uma escola sem partido, na gestão passada), o certo é que domingo (30) já dormiremos com o Maktube.  Ou com a pouco provável vitória da mão-grande dos coronéis, desviados de Bela Vista e Maracaju, preparando o caminho para mais um naco de poder (2018)... Ou, com a possibilidade de mais um dos Trad (evidentemente, aliançado com todos que querem pular no barco, agora), com história e carreira política – para o bem e para o mal – tendo de dar conta do caos em que mergulhamos, após os vendilhões do templo ungirem a dinastia Olarte (e alguns de seus comparsas reeleitos na Câmara, e, nas beiradas, esperando uma boquinha). Simples assim.
            Nós estaremos esperando o café da manhã do dia seguinte. Já escolhi por decisão e eliminação do que não quero para Campo Grande. Não adianta ganhar as eleições, “Seu Ninguém” não poderá governar. Dessa vez, moçada, não temos nem o direito de anular o voto. De uma ou de outra forma, Campo Grande fará por merecer. Ajamos, pois. Cobremos, depois.


Maria Angela Coelho – Professora Doutora pela PUC de São Paulo e integrante do Movimento Por uma Cidade Democrática

terça-feira, 30 de agosto de 2016

“Deu pra ti...


            ... baixo astral, vou pra Porto Alegre. Tchau!” cantarolou o pastor-cantor-senador, ao final de sua indicação de voto pelo impeachment, nesse penúltimo dia do incomensurável mês de agosto, que, finalmente, acaba, justamente, agora, despachando Dilma, a ré, para os confins. Senhoras e senhores ocupantes do primeiro, segundo e décimo escalão arrumem suas gavetas; acabou!  Sua Excelência Dilma foi demitida, para o gáudio e o bem do País! Que venha a Primavera! Que venha o Natal! Viramos a malfadada página; o Brasil é outro, pelo menos, nós, com certeza, muito melhores sem o mando e os grilhões ideológicos que nos impuseram e que contaminaram todas as instituições públicas, (ongs) e privadas. Obviamente,  muitos neurônios se arrastarão na trilha da destruição, mas, eles, também se aquietarão, na letargia do tempo. Encontrar-nos-emos nas eleições de 2018, quando conferiremos a força dos asseclas que tentarão manter a chama, por intermédio da voz das urnas das eleições presidenciais, e, um pouco de baderna pelas ruas.
            “Tchau, querida” pré-anunciou o granpeado interlocutor, há alguns meses. É o fim de uma era! O fim de um império! Fim de um domínio; de uma mentira. Chega! Seu nome, ex-celência, ficará nas prateleiras dos livros de história, apenas, marcado como a primeira presidenta a enfrentar uma janaína-virada-de-frente e que, como bem disse, em seu libelo final, não poderia poupá-la só por questão de gênero, por ser mulher. Foi patética sua apresentação (hem?), ex-celência? Seu desempenho só virou piada nas redes sociais: do modelito-sofá, aos estapafúrdios e desconexos raciocínios.  "Se Dilma fosse CEO de uma empresa e fizesse um discurso desconexo ela iria para o departamento médico",  já afirmara o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, em 2015, no site da tveja, entrevistado por Joice Hasselmann. Não foi ao departamento médico, preferiu pagar mico no Senado. Expôs sua lógica deficiente, seu desequilíbrio mental e emocional, durante as 14 horas em que durou a sessão. Do balcão dos convidados, pelo semblante abobalhado de um Lula, arrasado, podia-se deduzir: ”como é que eu pude?...” Saiu cedo, toalha no chão... Chico - o parisiense - sequer tirou os óculos, pra esconder os olhos vermelhos de chororô, da cachaça, ou...de coisa mais forte. Cumpriu tabela. Tabela de idiota, do mito-de-pés-de-barro, com o bilhete para Paris já no bolso, certamente.
Na refrega da rinha lá embaixo, as “galinhas-de-briga incontidas” contidas pelo protocolo imposto pelo surpreendente Lewandovski - assessorado pela bela assistente judiciária - que deu uma guinada histórica, não se permitindo enxovalhar sua honra, enquanto, Renan-reinando-soberano - depois do ataque frontal da sessão anterior - a tudo assistindo com o sorrisinho de paisagem estampado em seu enigmático (e, até assustador) semblante. Estávamos no reino da Cuca! Assistíamos a um espetáculo circense: do púlpito, a senadora petista reclamava da Globo porque estava ensinando como fazer ovo cozido naquele horário (que desrespeito!). Nós, dazelite, pela tevê de assinatura... an passant, o dia todo assistindo a tudo.
“Amanhã vai ser outro dia”, “Deu pra ti, baixo astral...Tchau, querida!” Finalmente, Dilma está FORA! Conseguimos! Sigamos, então. Vejamos - e enfrentemos - o que vem por aí, com Temer e Meirelles... Depois dessa longa agonia, a gente aguenta.


Maria Angela Coelho

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Hora de arrumar a Casa



            Acabou a festa. O Rio de Janeiro brilhou; o Brasil nas graças e nos olhos do mundo – não somos tão ruins assim (gente boa!). Deu tudo (mais ou menos) certo. Os gringos já embarcaram, para seus dias cinzentos – ou, não - e, de certo modo, sua vida boa (só os forrados nos euros e nos dólares vieram).  Viram com os olhos que a terra há de comer o estilo carioca de viver;  um resistente, confiante e imbatível na alegria, apesar dos pesares. As comunidades desceram e se misturaram no Parque, no Boulevard, no Maraca, nas arenas de Copacabana! Os terroristas não vieram, os traficantes, as ordens expressas dos presídios, pegaram leve e deram trégua, tanto, que quem foram pegos mesmo foram os gringos; pegos na mentira, no caô, em rede internacional; incrível bola dentro de nossa inteligência policial.  Orgulho de ser carioca e de ser brasileiro, apesar do dia a dia. Ganhamos a medalha olímpica do bom humor, da graça, do jeitinho carioca de ser feliz. Nesses 16 dias que nos contaminaram de todo o jeito, tudo no mundo continuou igual e sob as mesmas tragédias. A paz oficial e mentirosa perde, a cada barco afundado no mediterrâneo, a cada bombardeio e o olhar perplexo de uma criança, para cada ato de violência de homem contra homem; gente contra gente ... civis contra civis, imigrantes de todo lado. E, a guerra mundial“não declarada”, mas, imperiosa desse século, continua violentamente dizimando a Humanidade dos Homens de Bem.
            Aqui, gente de toda sorte se lança às campanhas, procurando formas novas de se venderam aos nossos olhos mais atentos! Quiçá! De olhos e atenção para o Senado, a hora de “fechar o caixão, como lacrou Malta, em pleno Senado da República, chegou - quer queira a OEA (imagina!) ou, não! A usurpadora, a golpista, a conivente, a incompetente há de desocupar a moita, o Alvorada e todas as suas benesses; de volta pro Rio Grande, chê. Chore, esperneie, grite via satélite, pelos múltiplos canais, chegando em nossas casas; procure a Corte de Haia, o Nicolas Maduro, Evo Morales, Raul e o moribundo Fidel Castro, invoque a assombração do Chaves, Cristina Kirchner, o raio que a parta, mesmo, assim, cairá, do seu topete e da sua arrogância. Corrupta? Sim! Cúmplice? Sim! Conivente? Sim! Laranja? Sim! Laranja de sua caricata e estapafúrdia indicação, bem como, de sua própria eleição. Dilma foi laranja de Lula, cumpliciou-se a Temer e ao casamento pró-governabilidade do PT –PMDB com vistas ao retorno de jedi, em 2018, para mais 4 anos de Poder.
            Temer não é esperança pra seu ninguém. Temer é consequência dos acordos políticos de bastidores a que Lula vendeu lá atrás, para conquistar o coração do ignorante, do analfabeto, do despreparado povo brasileiro que, logo, rendeu-se às bolsas e deixou-se levar pelo discurso empolgado e empolgante do-sem-estudo, sem-caráter, sem-princípios. Lula sempre foi um pelego, que sabe falar, empolgar a plateia, esteja bêbado, ou não. Iludiu a todos, ganhou notoriedade, títulos mundo a fora. Foi uma farsa. Faliu como Napoleão. Faliu a Nação. Agora que está acabado; um simples arremedo do que já foi (e, nós mais espertos) tentará juntar os cacos para retornar a vida pública, em 2018, apesar de Sérgio Moro ter em posse todo o seu dossiê. Será?!
Semana do bota-fora da usurpadora, com a decretação formal do fim do PT. É pouco! A devolução dos valores provenientes do enriquecimento ilícito do "do filho do Brasil" é uma obrigação legal (cobertura, sítio e bens surrupiados do palácio, além, é claro, dos milhões que enriqueceram o cuidador de elefantes, seus outros filhos; seus parentes, amantes, família e amigos); sua prisão como mandante de crimes hediondos (Celso Daniel e outros), idem. Sem isso, será apenas um estupro do povo, sem punição.    Aguardemos o nhenhenhem no Senado. E, que seu pranto tardio e fingido não toque a nenhum banana indeciso. FORA DILMA! PRISÃO IMEDIATA DE LULA é o que, os que não estamos entorpecidos por suas balelas, esperamos para "essa" Olímpiada do povo que vê! Que os militontos, os abduzidos, os lobotomizados calem-se para sempre. Vai piorar com Temer? Vai! Mas, ele é sucessor, não mero traidor e golpista. O TEMER É HERANÇA MALDITA DO PT. Depois de setembro, ainda teremos muito mais do que nos arrepende. E razões para lutar.
            Depois do Impedimento da presidANTA, que venham as malfadadas eleições municipais. Tempo curto de campanha, mais vigilância, menos caixa 2, menos safadeza, porém... se o que diz um certo jornalista da mídia nacional, “... dos quase 170 mil candidatos a prefeito e vereador, nas eleições de outubro, 45% (77 mil) não têm nem o Ensino Médio completo. Um punhado é analfabeto e 46 são menores de idade." (Cláudio Humberto) - tudo isso sob a má  influência de Lula, credito – estamos fritos. Dentre esses, os oportunistas, os sem estudo, os com estudo, e, ainda, sem caráter; os da boquinha nervosa...Vai ser duro arrumar esse Brasil. Caminhemos, estamos apenas começando, a partir do Fora Dilma, é claro!


Maria Angela Coelho – Professora doutora e mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo – http:mamirault.blogpot.com
Publicado no jornal Correio do Estado, 29/08/2016

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Em nossas mãos e títulos, Campo Grande!


            Dizem que a eleição de Bernal, sobre Azambuja, deu-se desde o primeiro turno, de maneira estapafúrdia e negociada. Dizem que se elegeu pelos votos de rejeição, e, ou, apoio (ou, retirada de) dos coligados, no segundo turno. Da mesma forma, a eleição de Azambuja, para o governo do Estado, ganhou força na coligação capitaneada por Nelson Trad Filho (PMDB) – no caso, o rejeitado era Delcídio do Amaral (PT).
            Vivemos o tempo da eleição da Rejeição. Não sabemos quem queremos, e, elegemos quem não desejamos.  Nessa rebeldia e inconsequência, acabamos por engolir – depois, acometidos por uma indigestão de 4 anos - os olartes-da-vida; ponta do iceberg do que se pode conceber como inaptidão de gestão, mesmo para uma capitania hereditária. Parte dessa responsabilidade cabe ao Sistema Eleitoral, facultando aos Partidos a imposição dos seus quadros. Com o eleitorado fatiado, os nanicos vão bicando votos com o intuito de se coligarem com alguém, num segundo turno promissor, e, aí, sim, darem partida ao jogo sujo do sucateamento do Poder. É esse o momento em que o eleitor que compareceu às urnas, já era; foi esquecido e sepultado. Morreu!
            Um estudo de caso, das eleições estaduais passadas, dá um exemplo vivo dessa questão. A professora doutora, pedagoga, Angela Costa (UFMS) - à época filiada há mais de 12 anos ao PSDB, à convite do então candidato á Prefeitura, Oswaldo Possari, que já a escolhera para a pasta da Educação –  apresentou-se candidata ao pleito à Deputada Federal. Sem qualquer auxílio do Partido, acabou por “eleger”, com seus votos, o deputado federal Marcos Monteiro (veja bem, se é que me entende: sem os votos de Angela Costa, o PSDB não teria essa “vaga” na Câmara!) ficando com uma suplência quimérica. Monteiro, preferindo não assumir a legislatura, optando por uma gorda Secretaria de Estado, acabou por guindar ao Congresso, o, então cândido vereador Elizeu Dionísio (hoje, denunciado na Operação Coffee Brack, do GAECO, que detém a sujeira da cassação do Prefeito Alcides Bernal). Ou seja, os votos dados à professora Angela Costa estão levando o vereador indiciado ao foro privilegiado do Congresso. A professora-candidata serviu, com sua exposição e campanha solitária, quase que autônoma, para o “ordenamento dos fatos como estão”.  Enquanto muitos nelsinhos, puccinellis, petistas (e, mais alguns naniquianos) compõe os quadros do governo estadual, hoje, Angela Costa - que teve participação expressiva na elaboração dos nos Planos de Governo do probo Azambuja, sequer foi absorvida pelos galhardos vencedores, voltando a sua lídima docência e a sua permanente luta-cidadã, do lado de cá do front. Convidada pelo PROS, desfilhou-se do PSDB, com vistas ao pleito deste ano.  Porém, muito recentemente, surpreendida pela investida da turma dos asseclas-convertidos-missionários-olartianos, ao PROS - Partido este que se rendeu aos cifrões dos dízimos e cheques em branco dos fiéis – fez com que desistisse de sua candidatura à vereança. A coerência de vida, seus familiares e amigos não lhe permitiriam embarcar nessa canoa comprada e furada. Está desfilhando-se do nanico PROS.
            Hoje, temos um elenco pavoroso de candidatos, seja com vistas à reeleição (um mal abominável!), seja a plêiade que quer mesmo é uma boquinha, na Câmara. Temos um elenco pavorosamente oportunista de candidaturas ao supremo cargo de Prefeito: 15 ungidos por seus partidos lançam os dados, na perspectiva de que pode dar qualquer coisa nessas eleições! O primeiro turno é só aquecimento para os conchavos no segundo, quando a coisa pega pra valer no jogo baixo do toma lá da cá.
            Se você, como eu, tem interesse de ser um agente nestas eleições, comece a prestar atenção - e guarde junto ao seu título de eleitor - na declaração de patrimônio dos 15 candidatos á Prefeito, entregues ao TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral): (1) Alcides Bernal (PP) (candidato que não era candidato à reeleição, mas, é), declarou um patrimônio de R$ 1,7 milhão; (2) o deputado estadual Marquinhos Trad (PSD), R$ 1,4 milhão; (3) o eterno candidado do PV e ex-vereador Marcelo Bluma, R$ 1,3 milhão; (4) o bolsonariano candidato Coronel David, R$ 825 mil; (5) o eterno candidato (rei das boquinhas desde o governo Zeca do PT, secretário de Cultura de Azambuja, pelo sempre coligado aonde a canoa vai), Athayde Nery (PPS), R$ 610 mil; (6) o nãos-sei-quem, Adalton Garcia (PRTB), R$ 422 mil; (7) Rose Modesto (PSDB), vice-governadora,  R$ 413 mil; (8) Elizeu Amarilha (PSDC), R$ 325 mil; (9) Aroldo Figueiró (PTN), R$ 250 mil; (10) Alex do PT, R$ 198 mil; (11) (ai, meus sais! ) Suel Ferranti ( PSTU), R$ 151 mil; (12) Rosana Santos - quem?! -  (PSOL), R$ 46 mil; (13), Flávio Arce - hem?! - (PCO), R$ 10 mil. Agora, pasme! (14) o pecuarista Luiz Pedro Guimarães (PROS) e (15) o ex-deputado Pedrossian Filho (PMB) declararam patrimônio ZERO!
            Como se depreende tudo mesmo pode acontecer. Só que não. Mesmo com a conjuntura imposta, consciente, ou inconscientemente, comprado, omisso, ou, vendido, em verdade, quem forma esses quadros horripilantes (ou, não), guindados por nós ao poder imperial (ops!) municipal, somos nós, os eleitores, um a um, por sua vontade própria. Aí, o imponderável pode acontecer. Quem sabe não surpreendamos a previsível eleição da Rejeição.


Maria Angela Coelho – Professora doutora pela PUC de São Paulo

http://mamirault.blogspot.com – Movimento Por uma Cidade Democrática

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Temer que o filho é teu


Desculpem-me os leitores desse mosaico de opiniões, mas, desafogar a alma é preciso. Encontrar semelhantes e ideias assemelhadas; comungar convicções; amealhar mentes razoáveis, muitas das quais - professora que sou e sempre serei -  auxiliei no exercício da reflexão é mais do que urgente e necessário.  É a você, que, como eu, vive a perplexidade desse momento aziago da História do Brasil, e, antes de tudo, por nós, que não nos permitimos mais a rotulação equivocada, caluniosa e ofensiva de “oposição raivosa”, incentivadora desse “golpe” a nós imputado e que nunca existiu, que me dirijo com veemência.
Não se pode aceitar que o sucesso da  lobotização, com a qual, aparelhou-se o Estado Brasileiro, durante o mau governo petista, ao longo de mais de 13 anos, invada nosso raciocínio, preencha nossos cérebros e nossos corações patrióticos (sim!) e nos aparta, nos divida, nos culpabilize, sob a pecha de golpistas, direitistas, reacionários. Não aceito, revido e convoco a você a se rebelar também.
O Partido dos Trabalhadores, seus eleitores e asseclas elegeram a chapa Dilma-Temer, a dobradinha PT-PMDB - em uma tentativa vil de reeleição e manutenção no Poder, que o famigerado, (e, ainda, inalcançável, pelas mãos da Justiça brasileira) líder dos trabalhadores nos impingiu. São eles, suas criaturas (3 tesoureiros presos) e suas circunstâncias, suas faltas de caráter (mais de 5 mil itens roubados do Palácio do Planalto e do Itamarati, segundo o Tribunal de Contas da União,  os golpistas, os corruptos e usurpadores de toda a esperança que um dia fez com que supuséssemos ser possível o poder em mãos (e, cérebros!) do proletariado. São eles os Pais das Crianças, gêmeas siamesas,  cognominadas O Golpe e Michel Temer!  .
O TEMER É CONSEQUÊNCIA DAS ESCOLHAS DO PT PARA SE MANTER NO PODER. Ele é um mal; um resquício dessa ditadura de 13 anos que almejava mais de 20 anos de poder. Pode, inclusive, levar adiante o Golpe Petista e cumprir a meta. Mas, nós, os que não elegemos Temer, não temos nada a ver com isso. Para o xeque-mate dessa questão, acompanhe-me e refaçamos essa  conta.
 Em um universo de 105.542.273 eleitores, em 2014, 38, 7 milhões (29%)  não votaram no pleito à Presidência. De fato, apenas 88, 3 milhões foram às urnas para essa escolha. Deste universo, a Chapa TEMER/Dilma recebeu, no segundo turno,  51,64% dos votos válidos, enquanto a Chapa Aloísio Nunes/ Aécio, 48,53%.  Agora, preste muita atenção.  Somados os votos dos opositores Aloisio/Aécio aos não-votos da abstenção (27,6 milhões), dos brancos (4,4 milhões)  e dos nulos (6,6 milhões) são 90 milhões de brasileiros que não votamos  na Chapa totalitária-golpista e usurpadora do PMDB (de Temer)/PT(de Lula-Dilma).
 Portanto, caras-pálidas, que enchem o facebook (e, o saco!) de nhenhenhem, mimimim e tititi, ocupando, também esse espaço que hoje ocupo:  54 milhões não é maioria! Ser sucedido por um vice-presidente, que foi eleito na chapa que elegeu a Presidência não pode sustentar a cantilena do golpe. Golpeados fomos nós, o povo brasileiro (eleição esta ainda sob suspeição do STE). 
Portanto, caras-pálidas, amigos e nem tanto, não podemos nos calar nem aceitar que coloquem Temer na cota dos mais de 88, 3 milhões que não votamos na chapa PT-PMDB. CHEGA DE CANALHAS! Se você votou na Dilma e também votou no Temer, aguente firme! Eu vou continuar na oposição desses inescrupulosos! O Brasil é mais e merece mais do que esses ladrõezinhos batedores de carteira desejam que seja. Fora, todos! Desocupem a moita! Lula, o corrupto, o falido, o bêbado, o escracho brasileiro está morto! O PT está morto! E, a vocês perdedores e golpistas, de uma vez por todas, TEMER QUE O FILHO É TEU!
PS: OLHÃO ABERTO. Que os imbecis nos encontrem mais maduros, mais vigilantes, nas urnas das próximas eleições municipais. Sigamos a vida: uns caçando pokemons, outros, convivendo com os lobotizados, aqui e ali... Exercício da paciência; provação!

Maria Angela Coelho -  Professora doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo
15.08.2016
Publicação no jornal Correio do Estado, 18.08.2016, Campo Grande, MS